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Olá pessoal! Tudo bem com vocês!

Hoje vamos entrevistar o Breno Melo, ele é o autor dos livros "Marta" e "A garota que tinha medo", livro que li recentemente. Vejam a resenha aqui.



Breno Melo

Foto -Breno Melo


1. Você poderia falar um pouco de você?
Eu me chamo Breno Melo, tenho 33 anos e nasci no Rio de Janeiro. Sou funcionário público e, como os leitores do blog, eu também gosto de ler. Atualmente curso a faculdade de Letras.

2. O que te inspira para escrever?
A observação direta da vida real me inspira bastante, o que costuma resultar em obras muito realistas. Em “A Garota que Tinha Medo”, não há elementos sobrenaturais ou fantásticos. Apenas a realidade.

3. Por que você decidiu falar sobre a síndrome do pânico?
A síndrome do pânico é um tema atual, mas pouco explorado em romances. Em “Veronika Decide Morrer”, de Paulo Coelho, conhecemos Mari, que faz tratamento para a síndrome numa clínica. Paulo Coelho não escreve mais que uma linha ou duas sobre ela. A protagonista é Veronika, que sofre de depressão.

4. A protagonista Marina é inspirada em alguém real?
Não faltam pessoas reais que sofrem de ansiedade para servir de inspiração. Marina pode ser qualquer um dos milhões de “panicosos” que existem no mundo. (Sim, eles existem aos milhões!) Todos eles têm semelhanças entre si, e pelo menos em essência são iguais.


5. Tenho uma amiga que não é psicóloga nem sofre de ansiedade, mas que está gostando de ler “A Garota que Tinha Medo”. Afinal, para quem o livro foi escrito?
Tampouco sou psicólogo ou sofro de ansiedade, mas procuro entender quem tem a síndrome do pânico. E o livro foi escrito exatamente para quem não a conhece. Embora seja um dos males do século, é um distúrbio mental pouco conhecido. A própria Marina não sabia nada a respeito quando começou a sentir os primeiros sintomas.

6. Por que o livro se chama “A Garota que Tinha Medo”?
De modo geral, o livro fala de ter medo. A Virgem de Caacupé, por exemplo, é mencionada no livro e está relacionada ao tema. Sua imagem foi feita por um índio que se viu sozinho num caminho e teve muito medo ao avistar outros, que eram inimigos. Fazer a imagem foi o cumprimento de uma promessa.
No livro, também encontramos uma boa explicação para o medo que Marina tinha de trovões. Ela odiava trovões!

7. Qual foi a mensagem que você quis passar com o livro?
Marina não encontrou paz de espírito em sua vida porque tudo passou a ir bem, mas porque ela foi capaz de conciliar os elementos que estavam em conflito em sua vida. Mesmo frágil e cheia de limitações, ela não deixou de fazer a parte que lhe cabia para encontrar uma vida produtiva e feliz.

8. Tem previsão de novo livro ou já pensou no tema do próximo livro? Se sim, ele seguirá nesta mesma linha de assunto?
Por enquanto, estou pensando apenas em meu livro atual, que é recente.


9. Por que “A Garota que Tinha Medo” menciona outras obras, como “O Pequeno Príncipe”, “On the Road” e “Robinson Crusoé”?
No romance “On the Road”, o protagonista procura liberdade, isto é, não deseja vínculos que o prendam a nada. Em “O Pequeno Príncipe”, pelo contrário, o protagonistazinho quer criar vínculos. Sendo assim, quando Marina diz que prefere um desses dois livros ao outro, ela na verdade está dizendo que opção de vida ela fez.
Em “Robinson Crusoé”, o protagonista se vê sozinho numa ilha, tendo apenas a companhia de uma Bíblia. Marina, isolada devido à agorafobia e ao preconceito de terceiros, se vê numa situação parecida. Sendo assim, é muito compreensível que ela se identifique com esse maravilhoso romance de Defoe.
Outro romance mencionado em “A Garota que Tinha Medo” é “Moby Dick”. (Aliás, a primeira frase de “A Garota que Tinha Medo” é a mesma que encontramos em “Moby Dick”.) Mas nenhuma dessas menções é gratuita.

10. Que livro você indicaria para os leitores do blog?
Um clássico que costuma agradar aos leitores atuais, mesmo tendo sido escrito há alguns séculos, é “O Morro dos Ventos Uivantes”. Trata-se de um romance gótico, que costuma agradar especialmente aos adolescentes.

11. Deixe uma mensagem para os leitores do blog:
Provavelmente você conhece, vai conhecer ou pelo menos vai ouvir falar de alguém que tem síndrome do pânico. Sendo assim, a mensagem que eu gostaria de deixar é a mesma que aparece em “A Garota”:
“Você não sabe nada sobre a síndrome do pânico? À parte todo o seu desconhecimento, tenha ao menos um bom coração. Esse já é metade do conhecimento de que você precisa. A bem dizer, sem amor, todo o seu conhecimento sobre a síndrome se torna inútil.”




                                           Espero que vocês tenham curtido* 











10 Comentários

  1. Oi,miga!
    Nossa! Que entrevista bacana! Adorei!
    É muito legal termos a oportunidade de conhecer a fundo um pouco sobre o autor e como ele pensou cada detalhe da obra.
    Eu quero muito ler esse livro. Ihh..acho que já disse um milhão de vezes..rs

    Bjs!
    Parabéns pela ótima entrevista!
    Zilda Peixoto
    http://www.cacholaliteraria.com.br

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    1. Corre amiga, o livro é ótimo, você vai gostar! Beijo*

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  2. Já li os dois livros dele e também gostei bastante. Concordo com o autor que o tema é pouco explorado em romances. Nem sabia que o livros famoso do Paulo Coelho também tratava deste assunto, vou procurar para ler, sei que tem filme também.

    Beijo, Van - Blog do Balaio
    balaiodelivros.blogspot.com.br

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  3. Oi Nessa,
    Gostei das suas perguntas e de o autor ter explorado um assunto tão diferente para o livro.

    Bjus Elis!!!
    http://amagiareal.blogspot.com.br/

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  4. Oi Nessa, gostei bastante da entrevista. Isso me faz lembrar que há algum tempo eu não via nenhum por aí, nem fiz mais no blog. rsrs
    Ainda não li nenhum livro do Breno, mas as obras deles parecem interessantes.

    Beijinhos

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  5. Oie, tudo bom?
    Gostei bastante da entrevista, pois foi possível conhecer melhor o autor. Muito interessante ele falar sobre a síndrome do pânico, pois não vemos muito esse assunto na literatura.
    Beijos
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  6. Oie Nessa
    muito legal a entrevista.
    Nunca li nada com protagonistas sofrendo de crise do pânico, e achei muito interessante a abordagem do autor, além de saber as inspirações que o levou a escrever sobre esse tema.
    Preciso ler esse livro urgente.
    bjos
    www.mybooklit.com

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    1. Lê sim Jacque, o livro é muito bom, vale a pena!

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  7. Não conhecia o autor, mas adorei a entrevista.
    Super simpático.

    www.iasmincruz.com

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  8. Olá Vanessa,

    Não conhecia o autor, mas gostei bastante da entrevista....abraços.

    devoradordeletras.blogspot.com.br

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