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16 fevereiro 2018

Crônica: Agendas: algo ultrapassado?

Olá pessoal, hoje venho com um texto diferente, um relato pessoal sobre uma sugestão dada nos comentários: organização e agendas.
Compartilho minha experiência e conclusões, mas claro, não são regras, cada um deve se adaptar ao que achar melhor. 
Inclusive quero saber: como vocês organizam suas atividades?

Comentem, deixem sugestões de temas de assuntos para serem tratados nos textos e nos sigam no Instagram:

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Não esqueçam de clicar no play no final do vídeo. Hoje escolhi uma música antiguinha mas que adoro. 

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Agendas: algo ultrapassado?

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Quem usa agenda diz que não vive sem elas, quem não usa diz que não precisa, mas afinal: o que é certo? Claro que não podemos generalizar, cada um tem que identificar seu recurso (ou falta dele) preferido, mas eu especificamente, vou falar das vantagens da agenda. Antes porém, também vou relatar como era minha vida sem esses ajudantes da organização.

Já estive dos dois lados, da organização e da falta dela. Quando eu decidi que não ia usar agenda eu tinha a impressão que esse item de papelaria ia me aprisionar, que eu ia ficar refém de um objeto, que minha vida não ia ter mais graça, que eu não ia conseguir sentir o gostinho da liberdade de tomar decisões na hora que eu quisesse já que a agenda ia "me dizer" o que eu teria que fazer no dia.  Vivi sem ela e me sentia feliz por trocar de planos durante o dia, colocava láaa para frente coisas chatas para fazer, desafios eu enfrentava quando eu queria, coisas mais complicadas...deixava de lado. Meu dia não tinha um cronograma e isso era o que eu mais gostava. 

O que eu percebi e começou a me deixar agitada com o tempo é que as coisas mais importantes que não eram feitas tinham consequências e essas consequências começaram a me incomodar. Um exemplo: nessa época eu fazia curso de inglês e estava sempre atrasada com a entrega das tarefas de casa (sim, tinham e valiam nota). E ao ver minhas notas nada animadoras em cada tarefa corrigida não me deixava nada feliz, eu ficava chateada mesmo e ficava pior ainda quando a professora me questionava sobre meu rendimento baixo, mas como eu ia ter correções com "Great" ou "Very much good" escrito pela professora se eu sempre fazia elas correndo?  Mas como eu ia fazer se eu não conseguia tempo? Até tentava mas o dia corria e eu nunca terminava. O final da história é que eu corri ao "tio Google", pesquisei sobre produtividade e fiz um curso sobre isso. Lá eu aprendi várias coisas e uma delas foi: agenda não aprisiona mas sim liberta.
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Comecei a mudar minhas atitudes, eu estava querendo isso por isso mudei. Coloquei várias ideias em prática mas uma de cada vez, sem pressa e fui notando como a organização pode fazer milagres na nossa vida. Depois disso, tive momentos usando agenda virtual, de papel, caderninho de anotações, testei de tudo durante alguns anos sim e hoje vejo: sem agenda eu não teria feito muita coisa. 

Como me planejo hoje? Na agenda virtual eu deixo anotado itens como: aniversários de amigas (e aí peço para a agenda me enviar um e-mail lembrando sempre um mês antes, assim tenho como planejar comprar um presente, um cartão e como a maioria das amigas são de fora da cidade, posso colocar o mimo nos correios com tempo para chegar antes da data festiva), também anoto datas de consultas médicas de rotina, lembrete para separar dimdim para renovação da caixa postal nos correios, data que algo que me interessa muito irá ser publicado na internet e por aí vai. 

Para complementar, algo que testei ano passado por um curto período de tempo e deu super certo para mim é: a agenda sim...de papel e anotar nela pequenos desafios. Nesse ano comprei aquelas que aparece os 7 dias da semana quando está aberta. Na agenda anoto minhas metas mensais, mas faço somente do mês que estamos entrando e tudo com base nas metas gerais do ano. Com as metas do mês anotadas, vou fazendo todo final de semana (normalmente domingo) as metas da semana, e as metas diárias. Muita coisa? Claro que não, até porque não coloco tudoooo nos mínimos detalhes, coloco apenas o mínimo que quero fazer naquele dia, se eu fizer mais é lucro. Porém anoto coisas possíveis de serem realizadas, claro que também não me dou muita moleza tipo: ler uma página do livro Origem de Dan Brown (apenas um exemplo já que nem tenho esse livro, mas aceito doações, hehehehe), ler uma página também não né? Coloco então ler um ou dois capítulos. 
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Sei que muitos não gostam da escrita à mão mas gente: é bom demais, é verdade sim quando muitos falam que escrever no computador é uma coisa e no papel é outra, simmmm, tem diferença. Bom demais quando chega no final do dia e você pode fazer um risquinho ao lado de tudo o que planejou, bom demais é ver seus sonhos sendo encaminhados, porque, essas metas procuro relacionar com os sonhos de vida que tenho e com as responsabilidades que assumi (exemplo: nessa semana escrever 3 crônicas e enviar para Nessa).  Ao escrever a mão você precisa pensar e pensando você reflete sobre o que é importante na sua vida. 

Liberdade é a palavra que sinto, liberdade de dar conta com as tarefas importantes da minha vida, liberdade de adiantar tarefas sempre que possível liberdade de sobrar tempo no final do dia e eu estar com a consciência leve de ter feito o que eu tinha para fazer. Pois é gente, vida adulta não é moleza não e responsabilidades aparecem para todos, se não damos conta delas hoje, amanhã virá a continha do resultado da nossa falta de maturidade em dar atenção a elas e aqui a agenda se torna nossa amiga: ao anotarmos o mais complicado e fazermos, no final do dia podemos curtir um filme, dormir mais cedo, sair dar uma volta, ir num restaurante sem culpa, sem o peso de pensar que o outro dia estará cheio de urgências a serem apagadas. 

Há! E para complementar, uso lista de tarefas, essa virtual (Wunderlist), e lá tenho listas diversas: comprar no supermercado, comprar na farmácia, tarefas no computador, tarefas de casa, etc. E conforme o tempo me permitir ou eu precisar fazer, vou alocando essas tarefas na agenda. Assim, não perco tempo, aliás ganho.

Agenda de papel ultrapassada? Para mim não, para mim é amiga fiel, querida e que está me ajudando a não apenas a sonhar mas sim a viver na realidade esses sonhos.


Fernanda Rocha

Comentários via Facebook

9 comentários:

  1. Oi Nessa! Eu também amo agendas de papel, é uma forma de me organizar mesmo sabendo que eu preciso de mais organização. Não fico sem!

    Beijos,
    Pri
    www.vintagepri.com.br

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  2. Oi, Nessa. Acredito eu que a agenda já foi muito mais importante, já que quem tinha geralmente eram secretários, dentistas ou pessoas que realmente tinham que anotar coisas importantes lá. Porém, acho que hoje em dia a agenda é usada mais como um hobby a ser decorado e enfeitado o máximo possível. Nada contra, eu particularmente tenho as minhas, mas acho que a verdadeira importância dela se perdeu um pouco.
    Beijos
    http://www.suddenlythings.com/

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  3. Eu sou uma pessoa que ama seguir uma rotina, sou bem prática e organizada. Então, sou a favor das agendas sim.
    Mil Beijos!
    http://pensamentosdeumageminiana.blogspot.com.br/2018/02/top-7-novidades-da-semana_17.html

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  4. Gostei da crônica Fernanda. Também aprecio agendas e acho uma forma bem organizada e metódica de planejar as nossas tarefas. Beijo!

    www.newsnessa.com

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  5. Oi Nanda, mas um tetxo excelente seu! Eu uso a virtual geralmente, mas não dispenso a do papel tb, acabo usando as duas, sou dessas hehehehehhehe

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  6. Por muito tempo eu usava agenda e gostava muito, sempre fui de ter minha rotina bem organizada, hoje eu uso ao app Evernote, é como uma agenda virtual também e funciona muito bem!

    www.estante450.blogspot.com.br

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  7. Oi Nessa,

    Eu adoro usar minha agenda, desde sempre! Parece que não funciono sem ela...
    Sou a "mulher lista" e tenho mania de organização, por isso não consigo me desapegar das "velhas" agendas físicas. Acho uma delícia me organizar com ela, além de ser útil e prático no dia a dia.
    Há uns 3 anos comecei a usar os planners, mas acho que no próximo ano vou tentar um novo tipo de agenda... ainda não sei qual, mas estou sentindo a necessidade de mudar para outro modelo de agenda.

    Beijos
    http://espiraldelivros.blogspot.com

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  8. Amei o texto sobre agendas e o que foi falado sobre escrita à mão. Há estudos que comprovam que a escrita à mão faz bem para a memória e que ajuda a gravar metas e conteúdos na mente — mais do que a digitação. Eu sempre gostei de ter agendas desde criança. Nessas agendas, eu anotava as tarefas, as lições de casa que precisavam ser feitas e algumas atividades para aprimorar o meu conhecimento. Minha mãe me alfabetizou usando agenda e caderninhos. Ela mesma fez, muitas vezes, papel de professora e colocava atividades para eu realizar em agendas... ela corrigia, elogiava e me dava estímulos para continuar a estudar. Eu gostava de caprichar, colocar adesivos, usar canetas coloridas, brincar... Depois, comecei escrevendo poesias... Hoje eu tenho um blog... Vejo o meu blog como a extensão desses caderninhos e agendas onde deposito os meus pensamentos... A tecnologia me permite compartilhar com as pessoas as ideias. Não sabia dessa sua dificuldade com as tarefas do inglês. Se eu soubesse, teria te ajudado na época. Graças ao nosso atraso numa aula que nos conhecemos hehehe. As tarefas eu não atrasava, mas às vezes chego atrasada nas aulas e eventos. Hoje me planejo mais, saio com antecendência e aprendi o meu ritmo e o tempo que levo para me arrumar. Quando meu pai me leva aos compromissos, eu chego bem cedo. Já quando a mãe me dá carona, eu chego mais tarde hehehe. A mãe às vezes se atrasa. Sobre as tarefas, uma dica: nunca adie uma tarefa chata... coloque as tarefas mais chatas na frente. É assim que faço para ficar com a consciência tranquila. Quanto mais cedo você fizer, mais sobra tempo. Quando você enrola, a consciência pesa e tudo conspira contra. Alívio é ver as tarefas mais “chatas” feitas com antecedência. Beijos

    Taty Casarino

    tatycasarino.blogspot.com.br

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